De volta

eu sou tão #newaesthetic

Então, de volta.

Acho que é uma boa hora pra ressucitar esse blog. Nos últimos meses andava com uma vontade danada de voltar a escrever sobre jogos, ou pelo menos ter uma desculpa para voltar a escrever sobre jogos. Pensei em fazer um blog novo. Ate tive um blog novo. Mas ler o primeiro post que publiquei no Final Secreto, há longinquos dois anos (quase o mesmo tempo de duração do meu blog anterior ao Final Secreto, o Gamer Atrasado – sincronicidade, dude), me fez lembrar que ainda concordo com tudo que meu eu levemente mais jovem, mais inocente, e menos cínico escreveu.

(quer dizer, quase tudo; hoje em dia eu vou mais com a cara do Jonathan Blow do que antes, não acho que o Farmville vai destruir o mundo, e basicamente tudo que está escrito nesse texto; porém continuo achando que o New Super Mario Bros e seus derivados são umas tranqueiras)

O que mudou nesse tempo? Muita coisa. E praticamente nada.

A internet está cada vez mais perene, e até em certo ponto mais idiotizantes (o Facebook virou o Super Smash Bros dos superegos); não posso dar dois passos sem esbarrar em alguém falando de “sustentabilidade” ou “convergência de mídias”, ou qualquer buzzword do tipo; e parece indicar que eu estou muito mais chato. Fiz algumas coisas, conheci alguns lugares; até fiz alguns jogos (embora não é nada de que me orgulhe).

Aqui no Brasil não creio que muita coisa tenha mudado; para cada iniciativa bacana, empresa bem intencionada, ou evento bem-organizado, temos esses atrozes videoblogs de jogos comandados por criançadultos hipercafeinados, que sabe-se lá porque o Youtube insiste em me indicar; reportagens estapafúrdias; miopia cultural ou simplesmente aquela contínua, dolorosa sensação de que falar e fazer jogos com seriedade no Brasil não dá certo. De que jogos eletrônicos são culturamente relevantes e promissores, e não passatempo de nerds autointitulados (clarificação: o “nerd”, como construto social, deve ser morto e ter sua cabeça posta num espeto – mais deliberação sobre esse tema num futuro artigo), ou eventual saco de pancadas de políticos oportunistas e uma mídia mínimo-denominador-comum. De que jogos não vão ser a forma de arte donimante e resplandecente que a brilhante futura era da humanidade precisa, e sim só um palco de promessas irrealizadas.

Mas claro que eu estou enganado, não?

Se esse blog renascerá como uma fênix flamejante ou como um zumbi esquálido, ou se sucumbirá a minha tendência á procrastinação (o maior mal do homem moderno), eu não sei. Se bobear, eu desisto dessa re-empreitada semana que vem. Por hora, um sumário.

Este é um blog:

-sobre jogos eletrônicos, com um foco especial em análise de seus multifacetados aspecto, como design, narrativa, e impactos social (porque, U-AU, jogos causam um impacto social); novamente, nascido do fato de que pessoalmente, acho que não tem (quase*) nada decente pra ler sobre esse tema em português

*sempre existe algum blog legal de pessoas de mentes parecidas em algum lugar da internet; se você é assim, por favor, manifeste-se.

Este NÃO é um blog:

-de super dicas, truques e manhas para os jogos mais irados do momento

-de manchetes cujos títulos que terminam com ponto de exclamação, falando sobre MMOs chineses free-to-play sendo traduzidos para o português, e como isso é tipo muito imporante pra indústria nacional

-de pseduo-humor barato e excessivamente referencial típico do “mundinho nerd” (ugh)

-de momentos de fúria CAPSLOCKiana por alguma razão idiota (honestamente, nós convivemos diariamente com a certeza da morte e da incerteza do que vem a seguir; nosso universo é composto de infinitas partículas de tamanho inimaginavelmente superior e inferior ao nosso, sendo uma fonte de mistérios infindáveis mas não insolúveis; então porque as pessoas perdem tanto tempo e energia discutindo, sei lá, que equísboquis é melhor que pleistéitchon – mas também não entendo torcida de futebol e fanastismo religiosos, e pra mim é quase tudo a mesma coisa).

-de piada de meme; eu odeio piada de meme, e o que elas representam da neurose informacional e digital que vivemos.

(e pra constar, Richard Dawkins, a culpa é toda sua)

Agora que tiramos isso do caminho, podemos a falar de coisas interessantes: videogame! Yay. Vamos simbora.

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